quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Nascimento do meu anjinho (real)

Quando eu tinha quatro anos queria muito um irmão. Todas as noites as noites eu ia à janela, me ajoelhava e dizia:
-Meu Deus, por favor, me dê um irmãozinho loiro de olhos azuis.
Minha mãe e meu pai queriam me dar um irmão, mas não naquela hora... Mas eu não desistia, toda noite estava eu ajoelhada na janela dizendo a mesma frase.
De tanto que pedi, um dia meus pais me disseram que eu teria um irmão, mas não sabiam se era menino ou menina. Fiquei muito feliz, muito mesmo, e lembro que eu botava meu olho no umbigo da minha mãe e dizia que eu via um menino loiro de olhos azuis. Meus pais não acreditavam, pois os dois são morenos e têm olhos escuros, mas como sempre eu insistia...
Eu adorava sentir o bebê chutando e se movimentando na barriga da minha mãe.
Meses e meses se passaram até que o dia chegou. Eram três horas da manhã e meus pais me acordaram para me levar à casa da minha avó, eu de pijama e tudo!
Nasceu! César, um menino perfeito e loiro de olhos azuis! Foi um momento marcante para mim. César agora fez seis anos, como passou tudo tão rápido...
Eu sempre digo que para tudo nós temos que ter fé e nunca desistirmos de nada, porque quando se quer algo com muita força de vontade pode ter certeza de que você irá conseguir alcançar.

Um Diamante em sua vida

Numa noite escura, João, um garoto de treze anos, que morava em uma casa da Zona Sul do Rio de Janeiro, se sentiu só. talvez poruqe tinha levado um fora de tânia, o amor de sua vida. Tania era uma menina alta, com um corpo escultural, cabelos brilhantes e um sorriso que valia mais que um diamante! Para João, ela era a menina mais linda do mundo, então não se conformava com o fora levado.
Se sentia triste, desanimado. Todos estranhavam seu cmportamento. Logo João, um garoto tão alegre e cheio de disposição...
Ele não sabia o que fazer. Iria até a casa de Tânia para se reconciliar? Não, ele nao tinha coragem. Talvez ligar pra ela? Também não, Sentia medo de não conseguir falar nem sequer uma palavra! Então teve uma idéia: Mandar um bilhete a ela, dizendo o que sentia.
Pegou uma folha, uma caneta, e tentou transmitir para um pedaço de papel seus sentimentos. Ele não estava tão inspirado no momento, mas tentou dar o seu melhor.
Foi ao correio e enviou o tal bilhete, na esperança de ter o amor da sua vida de volta aos seus braços.

Será?

Meu nome é Nina, tenho treze anos e moro num bairro de classe média em São Paulo. Não sou muito alta e nem muito gorda, tenho cabelos ruivos e sardas que são meu charme!
Sou conhecida como “a medrosa”, que cai em todas as pegadinhas e tem medo de tudo!
Minhas amigas adoram me ver apavorada e vivem implicando comigo. Ontem, por exemplo, me contaram uma história de um cara, ou melhor, de um motoqueiro chamado Manoel Esmeraldo. Exageradas né? Na história ele estava em uma viagem de barco com várias mulheres. E uma delas, enquanto ele estava distraído, colocou uma droga em seu copo que o fez dormir. Depois disso, ela o levou para o banheiro e quando ele acordou, estava em uma banheira cheia de gelo. Aí, minhas amigas disseram que a mulher havia roubado os rins do tal cara para vender, e depois quando ela tentava escapar teve uma crise de riso e acabou morrendo de ataque cardíaco. Olha que historia bizarra!
Pra piorar mais ainda disseram que quando ele foi sair do barco para procurar ajuda, só viu um cavalo manco no meio do mato e não teve como se salvar! Morreu!
Só minhas amigas mesmo... Pra falar a verdade eu não consegui dormir naquela noite. Fiquei pensando: “Será que essa história aconteceu mesmo?”

PS: TEXTO PRODUZIDO NA AULA DE REDAÇÃO E COM ALGUMAS OBRIGAÇÕES DE FATOS A SEREM USADOS. AH, EU PRODUZI ESSE TEXTO COM MAIS 3 AMIGAS, NAO POSSO ESQUECER SEUS CRÉDITOS!

Tal de Bullying

Meu nome é Carlos, tenho doze anos, moro em São Paulo capital, num condomínio de classe média alta com a minha mãe. Meus pais se separaram há pouco tempo e não vejo meu pai há algumas semanas.
Nesses dias andei levando muita bronca da minha mãe, porque ela anda muito estressada com o trabalho, com os problemas da separação e eu ainda a meto em outro problema. A coordenadora chamou minha mãe ao colégio porque as mães dos meus amigos foram reclamar que eu estava colocando apelidos nos seus filhos e fazendo gozações com os mesmos. Ela disse à minha mãe que o nome do que eu faço é um tal de bullying e pediu para minha mãe ter uma conversa séria comigo a respeito disso...
Tenho notado que muitos amigos meus não falam mais direito comigo e estão se incomodando com as minhas brincadeiras de gozação. Mas eu não posso fazer nada! A culpa não é minha se eles tem defeitos para eu implicar...
É, pelo visto, a conversa com a minha mãe não deu muito certo, ainda pratico esse tal de bullying aí. Não sei o que irá acontecer comigo, minha mãe disse que se eu não parar com isso ela me deixará de castigo por um mês. Eu nem me importo, ela nunca cumpre o que fala mesmo...
Não sei muito bem o motivo da minha implicância com meus amigos, eu comecei a fazer depois da separação dos meus pais, eu acho. Eu passei a andar com muita raiva e acabei descontando tudo neles! Teve um dia que uma gordinha tava lanchando um super cachorro-quente, aí eu falei “É melhor diminuir as calorias, ô banha ambulante!” Todo mundo começou a rir!
Sexta-feira uns garotos vieram falar comigo sobre o que eu estava fazendo, e disseram para eu parar com o bullying, porque eu tava magoando muitos deles. Sabe o que eu fiz? Nada. Continuei com as implicâncias e me senti bem pelo que eles falaram, me senti bem em saber que estou conseguindo o que eu quero! A maioria dos alunos das outras séries me chama de palhaço, todos riem de tudo que eu falo. Um dia eu implico com um “nerd”, no outro, com uma feiosa, depois com um magrelo ou com uma gorda, etc.
Tudo estava uma maravilha, até eu começar a pegar pesado nas implicâncias e extrapolar os limites, como disse a minha mãe. Na última conversa que a gente teve, eu acabei reconhecendo meu erro e vi que ninguém mais estava achando graça das brincadeiras de mau gosto. Me senti mal depois de perceber isso e acabei pedindo desculpa a todos. Na primeira vez ninguém aceitou as desculpas, achavam que eu tava mentindo, mas depois viram que eu estava arrependido.
Impressionante como a minha raiva diminuiu, fiquei feliz por ter voltado ao meu normal! Minha mãe ficou muito aliviada e isso me deixou muito contente também, fazia tempo que eu não a via assim. Confesso que de vez em quando não consigo me controlar e faço uma gozaçãozinha de leve, mas aí é normal, né?! Qualquer garoto da minha idade acaba fazendo... Mas eu nunca mais vou chegar ao ponto que eu cheguei, nunca mais mesmo!

Começando

Oi, estou começando agora com esse novo blog, onde vou colocar alguns textos feitos por mim. Espero que vocês gostem..
Beijão